Tres gerações...

Tres gerações...
mi,isa e eu...

minha milena, minha filha, minha querida,minha realização, minha linda

minha milena, minha filha, minha querida,minha realização, minha linda
o que me faz feliz....
Mostrando postagens com marcador minhas poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador minhas poesias. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A bela Mulher Madura - Marcial Salaverry

Para ver a real beleza da mulher,
há que sua alma conhecer,há que saber analisar
o que ela traz na alma, no olhar...
Há que se ter sensibilidade,para entender seus momentos de felicidade,entendendo que seu encanto está em seus momentos de pranto,como está nas horas de alegria,mesmo que na rotina de todo dia,percebendo assim como é verdadeira sua beleza feiticeira...
Por vezes a languidez de uma gata em seu espreguiçar cheio de sensualidade,que pode se transformar em feras e ferida em sua sensibilidade...
Há que saber despertar essa beleza interior,pois será fácil embelezar o exterior...
Mas a beleza interior vemos no olhar,que consegue traduzir o que a alma está a levar
...E o olhar da mulher madura tudo consegue mostrar,principalmente quando está amando,e nessa felicidade vai se embalando
...Para seu amor conquistar,basta saber seu amor despertar...03/03/2004

Apelo

Responde à vida
Como o bem te ví, responde a outro...
Como a flor responde à brisa e exala perfume
A pele ao toque de carinho...
Responde à vida
Como o dia responde ao sol, com o burburinho e o gorjear dos pássaros...
Responde...
Vida, que pede vida, como o feto dentro da mãe,
Vida que pede espaço, para crescer, como criança ingênua e feliz
Responde à vida...
Como o silêncio à noite
A tempestade e o dilúvio, o mar e a maré
Sincronia perfeita, eu você e a vida
Respostas, perguntas, diálogos, sincronia do entendimento...
Responde à vida, como o fogo responde a faísca, o raio ao trovão, a mente à emoção,
Responde à vida
Porque não há vida sem resposta.
mariacida

sábado, 19 de abril de 2008

SEPARAÇÃO É FACIL

Separação é fácil?
Desmontar a casa e o amor.
Despregar os sentimentos das paredes e lençóis.
Recolher as cortinas após a tempestade das conversas.
O amor não resistiu às balas, pragas, flores e corpos de intermeio.
Empilhar livros, quadros,discos e remorsos.
Esperar o infernal juízo final do desamor.
Vizinhos se assustam de manhã ante os destroços junto à porta:- pareciam se amar tanto!
Houve um tempo:uma casa de campo,fotos em Veneza,um tempo em que sorridente o amor aglutinava festas e jantares.
Amou-se um certo modo de despir-se, de pentear-se.
Amou-se um sorriso e um certo modo de botar a mesa.
Amou-se um certo modo de amar.
No entanto, o amor bate em retirada com suas roupas amassadas, trocas de insultos malas desesperadas, soluços embargados.
Faltou amor no amor? Gastou-se o amor no amor?Fartou-se o amor?
No quarto dos filhos outra derrota a vista:bonecos e brinquedos pendem numa colagem de afetos natimortos.
O amor ruiu e tem pressa de ir embora envergonhado.
Erguerá outra casa, Erguerá outra casa, o amor?Escolherá objetos, morará na praia?
Viajará na neve e na neblina? tonto, perplexo, sem rumo um corpo sai porta afora com pedaços de passado na cabeça e um impreciso futuro.
No peito o coração pesa mais que uma mala de chumbo.
autor: Affonso Romano de Sant"Anna.

domingo, 30 de março de 2008

O poeta

Ai vai o poema do Drummond...
Viver não dói!
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisasvividas,mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um temporazoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeçõesirrealizadas,por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amore não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos enão tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de tercompartilhado,e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados,pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e pagapouco,mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos emque poderíamos estar confidenciando a elanossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em noscompreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu. mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscadode nós,impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável, O sofrimento é opcional.

domingo, 23 de março de 2008

A idade da Sabedoria

Com a idade que tenho, não desço a escada sem olhar para o degrau...
Percebo que saudade não resolve o problema, só alimenta o problema,
Concluo que o melhor é o que ainda não fiz e poderia ter feito.
Que sem amor, plantado não há como colher nenhum fruto.
Os olhos estão embaçados e só conseguem ver o que é realmente importante!
O alimento é o que ainda aguça o paladar.
As escolhas tem que ser acertivas, pois não há muito tempo...
As dores do corpo, são as dores da alma, não curadas!
O tempo não tem outra medida....
Deus está mais comigo!
A fala fica mais quieta e na devida entonação....
Os cabelos, já não emolduram tanto...
As rugas são as marcas do tempo e das questões!
Os netos são a grande continuação e a experiencia de educação somada...
Pai, Mãe, Irmãos, a grande convivência amorosa e desastrosa!
Amores perdidos, achados e aquele que sempre aquece a alma, no momento de recordação.
Tesão sumido....calores subindo....
2004, abril - de mim mesma